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Casei com 16 anos, tive uma
filha logo de seguida e comecei a tomar a pílula um ano depois. Passei por vários
problemas de ordem financeira e outros que a vida vai trazendo mas nunca perdi o
sono. Quando tinha 29 anos(ano faleceu a minha avó),tive a minha 1ª depressão
após algum tempo de dor emocional e depois de um tempo de grande stress, nessa
altura recusei-me a fazer um tratamento pois eu achava que me ia sair daquela
com a minha força...mas essa força, estava escondida e a minha alegria de
viver também...tomei na época vitaminas e sais minerais. No ano seguinte pelo
Outono voltou a acontecer e aí tive mesmo que recorrer a antidepressivos e Ansiolíticos.
Até aos meus 42 anos, todos os anos acontecia o mesmo; falta de forças, dores
musculares e aquela tristeza imensa que angustiosamente não me largava. Nessa
idade (42)decidi deixar a pílula contraceptiva e colocaram-me um DIU não
hormonal. Sofri 4 meses depois, aquela que considero a maior perda da minha
vida, vi-me privada da convivência com o meu pai que faleceu após uma queda.
Pensei que iria para o "buraco" e nunca mais de lá sairia, mas para
meu espanto nesse ano passei sem depressão e o ano seguinte também. Este ano o
meu corpo rejeitou o DIU e, depois de mais uma tentativa após um mês, voltou a
rejeitar o 2º.
Tive pois que recorrer à pílula e há cerca de 3 meses uso o anel vaginal.
Pois é , os ataques de ansiedade voltaram e agora a depressão. Pergunto, haverá
alguma relação com a pílula? Poderá ser algo relacionada com uma possível
pré-menopausa, uma vez que o meu fluxo menstrual é muito escasso e eu estou
quase a completar 45 anos? Se assim for estou a pensar seriamente em fazer
laqueação para me livrar dos hormônios da pílula...espero ser a melhor opção.
Muito Obrigada pela atenção dispensada. Com os mais sinceros e cordiais
cumprimentos.
R: Perfeitamente, se DIUs
hormonais e pílula anticoncepcional pioram ou desencadeiam sua depressão,
está indicado o DIU de cobre, Diafragma ou mesmo Laqueadura de Trompas ou
Vasectomia do seu marido, pois geralmente nesses casos um antidepressivo não
consegue aliviar a depressão enquanto a mulher estiver usando esses hormônios.
P: Dr, comecei a fazer o
tratamento com ROACUTAN porque já me sentia depressivo pelo fato de não
conseguir me aproximar das pessoas por causa da minha aparência. As acnes
atrapalhavam o meu comportamento em relação às pessoas. Consigo me aproximar
de poucas pessoas. E, mesmo assim, sempre me disfarço das poucas amizades
quando começa a surgir alguma piadinha sobre mim. A situação está grave,
pois agora estou gostando de uma menina que tem namorado e ela nem dá bola pra mim (já
faz tempo e está difícil de partir pra outra). A Todo momento me sinto
inferior aos outros e também é muito difícil de mudar essa minha forma de
pensar. E, de quebra, acho que o ROACUTAN agravou minha depressão. E ainda
tenho mais seis meses de tratamento. Essa situação toda está atrapalhando
TUDO em minha vida. O meu comportamento em casa, na faculdade...e apesar de não
poder beber, eu só me sinto bem quando bebo(1 vez por mês)... mas essa
necessidade está caminhando pra uma dependência, creio eu. Estou preocupado
quanto a isso também. Qualquer ajuda sobre qualquer um dos problemas citados,
eu agradeço.
R: Se o Roacutan piorou sua depressão,
o dermatologista provavelmente achará outra opção de tratamento de acne. Não
quero dizer que antidepressivo ou psicoterapia tratam acne, mas ela (a acne)
piora muito en situações de ansiedade, stress, depressão. Quero dizer que se
vc fizer um tratamento psicológico e ou psiquiátrico, irá se sentir muito
melhor do ponto de vista social e emocional e com isso o tratamento de sua acne
será bem mais fácil.
P: Uma recaída na depressão
é pior de tratar?
R: Nem sempre é mais difícil,
mas pode ser sim. E nesses casos muitas vezes precisa de um Estabilizador de
Humor.
P: Tenho 19 anos e sofro de
depressão desde os 14. Comecei meu primeiro tratamento aos 15, com uma
psiquiatra e psicanalista (de quem eu gostava muito). Nunca fiquei muito bem mas
também nunca havia perdido o controle. Interrompi o tratamento após dois anos,
quando percebi que comecei a piorar sem parar. Passei a frequentar outro
psiquiatra e com ele tentei diversos tratamentos. Tomei vários medicamentos e
associações, sem bons resultados - mesmo tendo persistido bastante em cada
medicamento/associação. Atualmente tomo 3 comprimidos de Lexapro pela manhã e
não me sinto bem. Cada vez mais eu penso que não existo. Meu humor muda sem
parar e em frações de segundos, assim como minhas ações. Tenho
"crises" depressivas muito fortes. Tentei suicídio duas vezes. Na
primeira, porque desejava atenção, queria que vissem meu sofrimento. Na
segunda, fiquei na UTI. Quando leio sobre depressão, me vejo em tudo o que é
dito. Estou desesperada! O que posso fazer para procurar um tratamento eficaz?
Existem pacientes incuráveis?
R: Existem pacientes
incuráveis, mas certamente não uma garota de 19 anos. Pelo jeito você só
toma uma dose alta de Serotoninérgico, quando provavelmente um Trcíclico ou um
IMAO ou Antidepresivo de Ação Dupla seria melhor. Ainda mais se acompanhado
provisoriamente por um Estabilizador de Humor. Não desista.
P: Gostaria de saber se a
depressão estraga um relacionamento?
Tipo, eu tenho depressão leve, por mais que eu me controle eu choro muito, eu
namoro há 2 anos e 9 meses, e meu namoro caiu um pouco na rotina (o que é
normal), acho que isso e o fato de não ver mais minhas amigas, e começar a ter
mais responsabilidade me fizeram ficar assim.
Tem dias que estou bem, mais ultimamente estou me sentindo muito mal de novo,
faz 1 mês que tomo Amitriplina. Quando estou perto do meu namorado eu me sinto
bem, como sempre foi, sinto vontade de ficar perto dele, abraçada com ele. Mais
quando estou longe fico pensando "sera que não é ele o motivo de eu estar
com depressão?" "será que eu gosto dele ainda?" minha mãe ja
teve depressão e disse que isso é normal, que é só eu tentar não pensar
muito nisso.
E essas coisas é pq eu botei isso na cabeça e não consigo tirar.
Queri saber se isso que eu sinto em relação ao meu namorado é por causa da
depressão? e se eu tomar o remedio certinho isso vai passar e vai voltar tudo
ao normal?
e quanto tempo demora pra esse remedio(amitriplina)fazer efeito?ja que no 8º
dia eu me senti bem e depois piorei.
R: Sim, a baixa de energia
atrapalha não só a vida pessoal mas tb a profissional. Mas logicamente esses
sentimentos de "não saber se ainda giosta dele" podem não ter nada a
ver com a Depressão... Tente descobrir isso sozinha ou com a juda de teu
médico ou de teu psicoterapeuta. Amitriptilina demora +- 20 dias para agir.
P: Boa noite Dr. td bem? Olha
fiz tratamento com Tofranil de 25(1 pela manhã) e Somalium de 3(metade de manhã
e metade à noite), durante dois anos e meio, estou fazendo o desmame, e decidi
q não quero mais tomar remédios desse tipo, principalmente pq: sou uma pessoa
muito sensível e no período menstrual a minha sensibilidade aumenta, a médica
q consultei (psiquiatra) me disse q esses remédios eram fraquinhos e q eu tinha
apenas muita ansiedade, q não precisava de psicólogo... embora tenha feito o
tratamento direitinho continuei a me sentir as vezes muito fragilizada...
procurei agora um tratamento alternativo, estou tomando Uns Florais e fazendo
acupuntura, as vezes ainda me bate a angústia... td isso pq quero ser mãe ano
q vem e acho q esses remédios vão prejudicar meu filho. Não quero mais ir ao
psiquiatra pq eles sempre dizem q os remédios são fraquinhos, e terminam nos
deixando dependente. O que eu acho pior é a sensibilidade p chorar, sou uma
pessoa q tenho td, inclusive meu trabalho q sempre busquei, mas ainda há um vazio
q me desespera e faz chorar sem ter pq???
R: Não posso saber teu
diagnóstico sem te conhecer, mas caso vc sofra de depressão, 25 mg de Tofranil
é muito pouco para tratar uma depressão. Florais de Bach e Somalium não
tratam depressão. Caso vc precise mesmo de um antidepressivo, é muito importante
que vc receba um que não te traga efeitos colaterais mas que seja dado em dose
adequada.
P: tenho 39 anos, ha
aproximadamente 9 meses fui diagnosticada com um tumor cerebral. além das
fortes dores d cabeça que sinto ainda me acompanham quase diariamente crises
convulsivas, perda de visão, tonturas etc, etc... tem dias, como hoje p.e. que
me sinto extremamente infeliz e com uma vontade imensa de colocar um fim em todo
este sofrimento. pensamentos suicidas me rondam com freqüência e o pior é que
qd me assolam eu nunca consigo um argumento forte para dar a mim mesma no
sentido de que não devo fazer isso! tudo me leva a crer que é a minha única saída,
pq não quero passar pelo sofrimento da morte advinda de um cancer. minha questão,
não é na verdade uma pergunta é mais um pedido de ajuda! o que devo dizer a
mim mesma qd for atormentada pelos pensamentos suicidas????
R: Priscila, imagino o que vc
deva estar passando, mas o que eu posso afirmar: Não desista!!
Um dia a mais para a Ciência,
pode ser o resultado de anos de pesquisa, ou seja, hoje, podemos não ter ainda
o tratamento que impedirá as suas dores e o seu tumor, mas amanhã ou depois,
com certeza ele será descoberto e vc poderá usufruí-lo.
Hoje, Priscila, o que vc
precisa é tratar-se tanto do ponto de vista físico quanto do ponto de vista
emocional. Converse franca e abertamente com o seu médico e discuta as suas
perspectivas de tratamento e cura. Juntos, poderão elaborar um plano de
tratamento, que vc esteja absolutamente envolvida e confiante e com isso, os
pensamentos suicidas poderão se distanciar. Converse também sobre medicamentos
para ajudá-la emocionalmente e pense na possibilidade de psicoterapia.
Aguardarei mais informações
para melhor auxiliá-la, com a crença de que vc estará ,no mínimo, pensando
sobre como e quando vc falará com o seu médico. Abraço, Ivonete Garcia
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