Depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Psicose pode ser muito simples e rápida para tratar mas também muito difícil. Pode demorar dias, semanas ou meses até a pessoa ficar completamente boa. Preste atenção em depressão pós psicótica: o paciente e a família ficam desapontados por terem mais uma etapa de tratamento a cumprir, mas ela é quase sempre um ótimo sinal que a psicose não vai cronificar.

Perguntas sobre  Psicose (Mania de Perseguição, Alucinação Auditiva, Visual, Cinestésica, Cenestésica, Esquizofrenia)

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Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

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P: Como a família deve se comportar com paciente que teve surto psicótico, está em tratamento a um ano (psiquiátrico e psicológico), quando esse paciente apresenta comportamentos incomuns.

R: Olá Rosangela, é fundamental para o tratamento do doente psicótico, que a família tenha orientação do psiquiatra que trata do paciente. Cobre esta orientação do psiquiatra que está acompanhando o caso. Dra. Alina Landi

P: Olá, gostaria de agradecer por ter respondido meu e-mail, graças a vcs me sinto mais tranqüila em relação ao surto psicótico que meu noivo teve a 3 meses atrás, ele está fazendo o tratamento com o Haldol injetável (uma vez p mês), Biperideno e Carbonato de lítio e Fluox também. Hoje ele está normal, como era antes, até mais calminho, mas gostaria de sear se ele vai ter que tomar algum desses medicamentos a vida toda e se tem risco de ocorrer um novo surto, este é o meu medo, o surto se deu devido ao uso excessivo de maconha e alguns distúrbios emocionais, agradeço a atenção e mais uma vez obrigado!!!

R: se foi um surto psicótico realmente provocado por drogas, o tratamento é curto, mas o médico dele que vai dizer o prazo. Se foi sem uso de drogas, o tratamento do primeiro surto é de 1 a 2 anos. Risco de recaída: se usar drogas de novo é quase 100%.

P: DR. TENHO CASOS DE LOUCURA NA FAMÍLIA, UMA PRIMA POR PARTE DE PAI QUE TEM O MESMO PROBLEMA DO MEU PAI, MINHA IRMÃ SOFRE DE TRANSTORNO BIPOLAR, MEU PAI ERA PSICÓTICO (FALECIDO), MEUS PRIMOS E PRIMAS DA PARTE DE MÃE TEM PROBLEMAS MENTAIS SOFREM DO MESMO PROBLEMA QUE O HOMEM DAQUELE FILME MENTES BRILHANTES, ( ESQUECI O NOME DA DOENÇA). TIVE UMA INFÂNCIA MUITO ATRIBULADA, MEUS PAI SEMPRE TENTAVA MATAR MINHA MÃE, FUI ABUSADA SEXUALMENTE, SEM COMPLETA CONCRETIZAÇÃO POIS FUGI, O ABUSO ME CAUSOU UM GRANDE TRAUMA. PEREGRINEI POR VÁRIOS MEDICOS ATÉ CONSEGUIR O DIAGNÓSTICO TDAH E SÍNDROME DO PÂNICO, ATUALMENTE ESTOU COM PROBLEMAS PARA TRABALHAR POIS SOU PROFESSORA, FAÇO TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO E PSICOLÓGICO, ESTOU MELHORANDO MAS TENHO MEDO DE SURTAR E ENLOUQUECER DE VEZ, ESTOU TOMANDO TORVAL CR DE 500MG E CEBRILIN 20MG, SENDO QUE O TORVAL TOMO MEIO COMPRIMIDO POIS ME DA MUITO SONO O COMPRIMIDO INTEIRO. TENHO DOIS FILHOS QUE TEM TDAH SOU CASADA E TAMBÉM CUIDO DA CASA, ALÉM DE TRABALHAR FORA.
O QUE QUERO SABER É SERA QUE DEVO PARAR DE TRABALHAR E ME CONCENTRAR SO EM MINHA MELHORA QUE JA ESTA ACONTECENDO MAS DE FORMA LENTA? O MEU TRATAMENTO ESTA SENDO ADEQUADO? TENHO POSSIBILIDADE DE FICAR LOUCA PELO FATO DE MINHA FAMÍLIA TER PROBLEMAS?

R: Ninguém é louco, as pessoas tem doenças psiquiátricas diferentes, estas pessoas tiveram uma e voce outra. Não temos como opinar se o seu tratamento está correto ou não, pois para isto teríamos que fazer uma avaliação adequada. E só voce pode saber de sua realidade de vida, se é possível para de trabalhar ou não. Dra. Alina Landi 

P: Tenho 36 anos e há dois anos, após perder minha mãe, tive um surto psicótico. Ela tinha Transtorno bipolar de difícil tratamento. Ao longo da vida tinha com freqüência fortes oscilações de humor que desapareciam e voltavam por si só. Após muitos anos assim ela piorou e enfrentou 12 anos de tratamento que mal controlavam a doença. Ela faleceu em 2005. Após um ano da morte dela eu tive um surto psicótico. Antes disso eu tive depressão por vários anos, com maior ou menor intensidade e que não respondia à antidepressivos. Após o primeiro surto fui atendido por um médico que mal deu algum diagnóstico e me prescreveu vários remédios, dentre eles Risperidona, Melleril e Rivotril. Eu saí da tal crise (não recebi um diagnóstico preciso) mas vivia impregnado e me sentindo mal. Aos poucos foi diminuindo a medicação mas manteve a risperidona(3mg). Eu não dormia direito e me sentia mal, não parava em lugar nenhum, sentia um mal estar nas pernas que só melhorava se eu caminhasse. Após seis meses nesse sofrimento eu parei com a medicação por minha conta. Os efeitos colaterais desapareceram e eu fiquei bem por mais uns 5 meses. Aos poucos fui perdendo a vontade de dormir até que tive outro surto. Me lembro que durante esse surto eu dirigia a 160km/h em uma rodovia( a ponto de danificar o motor do meu carro), tinha idéias de grandeza, nenhum sono (fiquei 3 dias sem dormir e não me sentia cansado) me tornei agressivo com os familiares, me sentia importante e o salvador do mundo, etc...Fui levado a outro médico, que desta vez pode me observar e mudou o diagnóstico para transtorno bipolar( nada mais óbvio, minha mãe também tinha a doença...)Fui medicado com Zyprexa 10 mg e Amplictil (não me lembro a dose desse, talvez 100mg) e Akineton. Em poucos dias melhorei e em 15 dias voltei ao trabalho. Após algum tempo o médico foi reduzindo o Amplictil até retirá-lo completamente e após mais alguns meses reduziu o Zyprexa para 5mg e retirou o Akineton. Faz pouco mais de um ano que tive a segunda crise e desde então levo uma vida absolutamente normal, tomo apenas um comprimido de Zyprexa 5mg à noite. Durmo bem todas as noites. Vou ao médico a cada 3 meses para pegar as receitas e o formulário do SUS (consigo o remédio de graça na rede pública, para mim seria complicado ter que comprar). Trabalho normalmente como todas as pessoas e de forma eficiente( sou mais eficiente que os colegas, faço o serviço em menos tempos que os outros). Faz muito pouco tempo perdi meu pai de forma repentina e inesperada. Não tive nenhuma recaída (como era de se esperar nessa situação). Fiquei triste mas aceitei a morte dele da mesma forma que as pessoas que não são doentes aceitam. Moro sozinho e me cuido, tomo o remédio todo santo dia, vou ao médico na data marcada.( dei sorte de encontrar um médico competente e honesto) Tenho algumas perguntas a fazer: 1. O tratamento do transtorno bipolar sempre é para a vida toda? Considerando que tive apenas dois surtos e estou respondendo bem ao tratamento existe alguma possibilidade de poder para com o tratamento algum dia, ainda que isso demore um pouco? 2.O Zyprexa me engordou uns quilos, é assim mesmo? 3.O Zyprexa causa impotência?( sou solteiro e atualmente não tenho namorada....mas quem sabe algum dia não conheço uma moça que goste de mim....)

R: Olá Antonio, considerando a sua herança genética e o curso de sua doença, pode ser que o seu psiquiatra opte por manter sempre a medicação. O Zyprexa traz um ganho de pêso, mas se voce fizer um controle alimentar e exercícios físicos voce controla isto , mas ele não causa impotência. 

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