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As pessoas
costumam achar que "se descobrir a causa de uma Fobia, ela desaparece".
Muitos Psicoterapeutas também acham, mas os Fóbicos sabem que não é bem
assim. O mal estar que a situação desencadeante provoca é tão grande que a
lógica, a razão não consegue vencer o medo.
Não importa se Fobia
de exposição pública (Social), de Avião, de lugares altos (Acrofobia),
fechados (Claustrofobia), de sangue (Eritrofobia), de lugares
públicos (Agorafobia), de insetos, de ruborizar, de gaguejar, de dirigir, etc., o resultado final é o mesmo: sintomas
físicos e psicológicos muito desconfortáveis.
Se não adianta se descobrir
as causas, como tratar ?
É mais fácil do que parece. Numa primeira consulta,
fazemos o diagnóstico, avaliamos as conseqüências para a vida
da pessoa, combinamos a medicação inicial e avaliamos se precisa uma Psicoterapia.
A Psicoterapia
específica de Fobia Social não é analítica Freudiana nem Junguiana, é
Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) , mais especificamente Terapia de
Habilidades Sociais.
Essa medicação inicial
bloqueia o aparecimento dos sintomas físicos, pois sem
eles é muito mais fácil se controlar os sintomas psicológicos. Geralmente a segunda
consulta
ocorre depois de dois meses.
Na segunda consulta
às vezes trocamos de remédio e reavaliamos como a Terapia de Habilidades
Sociais está progredindo.
Geralmente a terceira
consulta será depois de uns 6 meses, já na fase de retirada do remédio.
O paciente fóbico
durante esses meses passa tantas vezes pelas situações que
antes provocavam os sintomas, só que desta vez sem passar mal, que já criou coragem e deixou de evitar essas situações.
É claro que essa é
uma simplificação, mas que ilustra bem como é o planejamento de um tratamento,
pergunta que recebo quase todas as semanas.
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