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P: Sofro de
constantes perdas de memória, tanto antigas quanto recentes, e isso esta me
deixando doida, pois as pessoas ficam achando que isso é uma brincadeira minha. Um
bom exemplo: Não me lembro de quase nada da minha infância, e agora depois de
adulta, esqueço de coisas que acabei de falar. Quem devo procurar para me
ajudar?
R: Sem uma série
de dados (por exemplo sua idade, se você bebe muito, se usa drogas, se sofre de
depressão, etc) é difícil chegar a uma conclusão, mas posso sugerir que
você procure um psiquiatra ou um neurologista com experiência em Distúrbios
de Memória.
P: Uso Lexotan faz
uns 15 anos todos os dias, 6 mg pela manhã, médicos dizem que ele causa perda
de memória ,é verdade?
R: Sim, é
verdade. Ele e qualquer outro Benzodiazepínico. Por isso é que quando uma
pessoa precisa Ansiolíticos constantemente, o ideal é fazer Yoga, Meditação,
psicoterapia, etc., e se mesmo assim a medicação for necessária, se usa
determinados antidepressivos, que podem ser usados indefinidamente.
... alguns médicos dizem
ser Parkinson e outros, não. Ela não fica tremendo como os parkinsonianos, mas fica
enrigecida quando toma o remédio (como se ficasse esse tempo sem a Dopamina
suficiente, até que o próximo comprimido começasse a fazer efeito) ... ela começou a desenvolver
sintomas de um paciente com "Alzheimer". Ela tem alucinações (geralmente vê
ladrões em casa, pessoas armadas, pessoas brigando, querendo levá-la embora, meu
pai (já falecido) e outros parentes (como a mãe dela, o pai, etc). Um dia ela me disse
que estava com uma "dúvida cruel" (suas palavras). Ela disse que não sabia se
meu pai estava vivo ou morto, porque cada um lhe dizia uma coisa - o que é
verdade, pois
têm pessoas na família que dão corda a esses seus comentários, mas eu procuro sempre
trazê-la de volta à realidade.Não sei quem está certo ... até que
"melhorou" um pouco quanto à lucidez. Ela andava me chamando de X (minha irmã)
todas as vezes que nos encontrávamos, e insistia que a minha filha recém-nascida era
filha dela. Quando nós duas ficávamos na frente dela, ela não sabia dizer quem era
quem. Pensava que éramos irmãs dela, e coisas assim. Hoje ela já me chama pelo meu
apelido, como antigamente, mas mistura realidade e fatos totalmente irreais. Minhas
dúvidas: Como saber se ela realmente tem essa doença? Até que ponto valeria à pena
levá-la a um tratamento, visto que ela já tem complicações da outra doença e talvez
sofresse mais ainda com o esforço e os remédios? O que poderíamos fazer para
ajudá-la, visto que parece estar em um quadro bem evoluído? Como agir quando ela tem alucinações
e quando ela vê pessoas que já morreram e conversa com elas? Devo continuar a conversa
quando ela pensa estar falando com minha irmã e pergunta por meu cunhado, pela sogra de
minha irmã, e seus filhos, como se fossem meus?
Veja bem, todos esses
quadros podem ser concomitantes. Ela está apresentando uma Psicose, que pode aparecer
juntamente com o Parkinson ou como conseqüência da medicação antiparkinsoniana. Da
mesma forma, uma Psicose pode sim ser prenúncio de uma atrofia cerebral (por ex.
Alzheimer). Da mesma forma o Parkinsonismo também pode prenunciar uma atrofia cerebral. Ele eventualmente pedirá auxílio a um Neurologista.O tratamento será
concomitante dos 3 quadros clínicos (que provavelmente representam uma só doença).
Um paciente portador de
Alzheimer perde a afetividade pelas pessoas, passando a considerá-las
"inimigas". Isso provoca um quadro de angústia para as pessoas que o rodeiam e
principalmente para o paciente que se sente num "ninho de cobras". Até q ponto
esse sentimento pode interferir no tratamento usual da Síndrome e como pode agravar o
quadro?
Um dos sintomas do Alzheimer
é sem dúvida o embotamento afetivo. Mas aqui parece se tratar de delírios
persecutórios, que, dentro do contexto geral do Alzheimer, são dos sintomas mais
"fáceis" de tratar.
P: Minha mãe, 74 anos, está apresentando
falha na memória recente causada por uma depressão (quadro leve).
R: Ou é um início de Alzheimer
que a está deprimindo ?
Meu marido tem 62 anos e há 5 anos
manifestou-se mal de Parkinson, evoluiu rapidamente e hoje ele tem sintomas
muito grandes de Alzheimer, isto é possível?
Sim, infelizmente é possível.
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