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P: Meu nome é Priscilla, na
minha infância meu avô materno me olhava qdo era pequena, tinha uns 7 anos de
idade e algumas vezes ele ia dormir comigo e foi onde ele começou a passar a mão
nas minhas partes íntimas e também colocava a minha mão para eu passar na
dele, qdo eu tinha uns 8 anos ele morreu de acidente, mas eu não contei para ninguém
pois tinha vergonha, e fui crescendo com ódio do meu avô, depois aos 13 anos
tive coragem de contar para minha mãe. Eu lembro que meu olhar desde qdo eu
nasci era triste , pois meus parentes comentavam. Minha mãe fazia tudo por mim,
eu era muito dependente dela, ela sempre me achou muito frágil, e eu achava que
não conseguia fazer nada sozinha, tipo comprar uma roupa, ir numa loja, ir no
banco, fazer minha matrícula, e foi sendo assim até meus 19 anos, daí minha mãe
começou a cobrar de mim independência, dizia não vou mais te carregar no
colo, você já tem idade suficiente. E tive que aprender tudo depois dos 19
anos, mas foi muito bom para mim, me libertar, demorou mas consegui. Eu também
me achava a menos inteligente das minhas três irmãs, e a que menos as pessoas
gostavam, pois eu era muito tímida e insegura, tive problema com sexualidade
aos 19 anos qdo deixei de ser virgem, tinha vergonha de mim mesma qdo acaba a
relação sexual, pois me sentia impura, suja, depois fui perdendo isso com o
tempo, mas demorou, tentei me matar qdo tinhas uns 14 anos, mas era mesmo para
chamar atenção, tomei vários Anadores, mas não deu em nada, só senti muito
sono e fui dormir, tive várias crises de depressão, os sintomas, eram desânimo,
vontade de chorar, e de não fazer nada, ficava muito deitada, mas sempre
consegui sai, tomei Fluoxetina, eu fica feliz mas sentia como algo falso, pois
depois que acabava o remédio, voltava a tristeza e a insegurança novamente, daí
nunca mais tomei, fui saindo dela sozinha e já faz muitos anos que não tenho
mais depressão deste tipo. Observação: o meu pai e seus irmãos a maioria
sofrem de depressão, hje tenho 32 anos, sou casada, tenho filha pequena, me
sinto cansada, ficando velha e burra, estou no trabalho e não consigo me
concentrar, e preciso de concentração, e se continuar assim vou perder meu
emprego e em vez de me concentrar e trabalhar o fico pensando na ex do meu
marido que é mais jovem e mais bonita e mais inteligente que eu, ou fico
procurando pensamentos para me deixar triste e desanimada de tudo
R: A sugestão que posso dar é
vc fazer uma psicoterapia, no começo com alguma medicação antidepressiva.
Pois vc mesma observou que só tomar o remédio um tempo alivia os sintomas mas não
resolve esse trauma que pode estar por trás desse quadro.
P: Desejo saber se apenas os
jovens desenvolvem distúrbios fronteiriços (borderline).
R: Sim, começa na
adolescência e pode persistir até a idade adulta. Comportamento semelhante que
aparece na idade adulta é outro problema.
P: Olá... quando tinha uns 5
anos de idade sofri violência sexual por uma mulher... hoje em dia tenho muita
dificuldade de relacionamento, sou agressiva e principalmente sou muito medrosa. Tento
viver uma vida normal e procuro quase nunca pensar no que aconteceu, já
procurei tratamento, porém não me sentia vontade para conversar sobre esse
assunto com a minha psicóloga...Tenho crise de choro quando estou sozinha, me
sinto péssima, usada, invadida...só que a última crise que tive foi durante
uma aula na faculdade que falava sobre o abuso infantil... me retirei da sala de
aula e fui chorar desesperadamente no banheiro. O meu problema é que só tenho
flexes do ocorrido não consigo pensar até onde foi a violência, quero saber
se é possível esquecer ou ter bloqueado essas lembranças, pois eu gostaria de
saber nitidamente como foi e o que realmente aconteceu não consigo ver as
lembranças com clareza!
R: Você faz muito bem em
querer se tratar. A princípio, eu sugiro uma psicoterapia.
P: Eu fui abusada sexualmente
do irmão adotivo da minha mãe. Isso aconteceu mais de uma vez, quando era
criança, mas não foi muito sério. Sempre tive medo que alguém descobrisse
esse fato, por isso guardo segredo até hoje. Após alguns abusos eu comecei a
me masturbar, e me sentia culpada quando terminava. Me sentia suja. Depois de um
tempo percebi uma mudança na minha vagina, um dos lábios pequenos ficou grande
e me deixa super envergonhada. Hoje tenho 20 anos e tenho problemas com
relacionamentos. Sou muito tímida, não consigo me deixar envolver. Quando
gosto de um rapaz, em duas semanas o sentimento passa. Sou fria, não consigo
ser carinhosa. Gostaria de saber se os fatos relacionados tem influência no meu
problema de relacionamentos.
R: Pode ter muito a ver sim.
Uma psicoterapia pode te ajudar muito.
P: Olá, bem eu sofri abuso
sexual na infância por um primo, durante todo tempo que ele morou na minha
casa, eu devia ter 3-4 anos quando começou e seis-sete anos quando terminou. Ao
lembrar me sinto culpada, na época não tinha noção do que acontecia e até
chegava a gostar daquele contato, e me sinto suja, muito suja, por isso.
Lembro-me que fiquei até com inflamação, minha mãe me levou ao médico mas não
desconfiou de nada. Havia muitas brigas na minha família, meu pai era violento
e acabou deixando nossa família por outra. Também ocorreram outros eventos,
aos 8 anos um vizinho, pai de minha melhor amiga, me beijou e passou a mão em
mim, depois disso me afastei da minha amiga e deixei de freqüentar a casa dela;
aos 10, um homem me abordou na rua quando estava voltando da escola, me levou
prum canto de uma casa em obra, ele ia amarra-me acho que com barbantes ou
cordas mas porém a casa, que ele julgara deserta, não estava e com medo de ser
flagrado, ele me deixou partir, sentir medo mas não consegui esboçar nenhuma
reação, fiquei como uma boneca, parada, dura, sem dizer uma palavra, na mesma
época um professor de geografia também andava me cercando, passei a quase não
mais freqüentar a escola, inventava que estava doente e como operei o coração
por causa de uma má formação congênita sempre "colava". Aos 12, o
diretor de uma minha escola também se insinuou e por isso novamente mal freqüentava
a escola e também passei a descuidar-me da minha aparência. Nunca contei a
ninguém sobre estas situações, sinto-me extremamente envergonhada e acho que
de alguma forma contribui pra que elas acontecessem.
Dos 4 aos 13 anos tinha muitos colegas e acabava me relacionando sexualmente
tanto com os meninos e meninas. Aos 14 aos 16 melhorei meu comportamento havia
me livrado daquelas situações estressantes, eu era como dizia uma boa menina
carinhosa, educada e prestativa apenas muito chorona e muito mentirosa. Porém
tudo mudou , aos 17, quis namorar um garoto só que minha mãe não foi de
acordo porque eu era muito jovem e podia acabar fazendo coisas não propícias a
uma garota pois esta deveria namorar uma única vez e casar virgem, ela dizia
ainda que uma mulher so tinha valor se seguisse esse caminho, ora eu disse
internamente, que se ela se preocupava tanto se eu tinha um homem ou não por
que ela não havia me protegido destes monstros? isso era tão injusto!; além
disso minha irmã mais nova cada vez mais se destacava e minha mãe fazia
comparações: ela era inteligente, obediente, tirava boas notas e eu era apenas
motivo de preocupações; então comecei a sair, a ter comportamento de risco,
saia com desconhecidos, bebia até cair, fumava, deixava qualquer cara passar a
mão em mim, minha mãe me chamava de vagabunda, me batia, experimentei drogas,
me machucava a mim mesma com estiletes , facas. Isto durou 2 anos depois voltei
a uma vida relativamente tranqüila, me afastei de todas as pessoas , me livrei
dos vícios, voltei a falar com antigos colegas, arranjei meu primeiro namorado,
passei no vestibular, arranjei um "bico", passei 2 anos assim porém
as pessoas me rejeitavam, me olhavam com nojo, me humilhavam até mesmo minha
família, não conseguia ser fiel a meu namorado e nem me relacionar bem com as
pessoas. Na minha faculdade, era fácil falar com desconhecidos porém com o passar
do tempo quando as pessoas tendem a formar grupinhos, eu acabei sendo excluída
e não conseguindo falar com ninguém, meu namorado me deixou por outra e
briguei com todos os meus amigos, eu simplesmente não tava mais suportando isso
e tentei me matar tomei 20 comprimidos, entrei em coma por 1 dia porém ainda
estou aqui. Abandonei minha faculdade, repeti vários semestre. Tenho 25 anos e
não sou nada, completamente dependente financeiramente da minha família, não
tenho profissão definida, sou um fracasso, acho que eu não devia ter sobrevivido
a minha operação na infância pra quê tanto esforço em salvar a minha vida?
Minha irmã, que eh mais nova, já se formou, ta trabalhando e fazendo sua
segunda graduação. Todos os meus irmão (São 8 irmãos) são úteis e
habilidosos com exceção de 2, 1 que é esquizofrênico, e a outra que tem
problemas de aprendizagem. Só eu que sou um verme parasita que vive querendo
justificativas pra continuar um verme. Ou quem sabe, eu seja como estes meus 2
irmãos louca ou incapacitada pra viver. Então não é melhor a morte do que
ser mais um traste humano sem serventia?
R: L., sua história é mesmo
muito triste e típica das meninas que sofreram abuso sexual. Você tem razão,
outras pessoas que não sofreram abuso têm uma adolescência sem tantas
turbulências, estudam, começam a trabalhar e portanto começam a vida adulta em posição
de vantagem. Mas você é muito nova. Tenho certeza que com uma boa psicoterapia
e em determinadas fases algum medicamento, você muda sua vida para melhor. Te
desejo tudo de bom, sinceramente.
P: Oi, tenho 35 anos de idade e
preciso de ajuda; quando pequena aos meus 5, 6 anos de idade ñ me recordo ao certo
eu sofri abuso sexual, e o agressor era meu pai, e foi assim até meus 12 anos,
acredito que só parou porque ele faleceu. sofri muito e acredito ter traumas
porque ñ consigo ter atitudes de uma pessoa normal tudo p/ mim esta bem, estou
acabando com meu casamento, de uma forma que eu ñ sei explicar eu acabo transferindo
meus traumas p/ meu marido , por isto eu preciso de ajuda. me ajuda pois ñ
tenho convênio e ñ sei a quem pedir ajuda nesta área , eu já fui em um psicólogo
mais achei que ñ tinha nada haver aquilo pois preciso ter com quem conversar e
ter respostas,me ajudem obrigado.
R: como vc deve ter lido no
site, nos depoimentos e nas perguntas e respostas, abuso sexual na infância
costuma provocar problemas por toda a vida. A mulher que sofreu abuso sofre e
acaba fazendo as pessoas próximas sofrerem também. O tratamento costuma se
psicoterápico e medicamentoso. Não deu certo com esse psicoterapeuta, mas pode
dar certo com outro.
P: Desde os 6 anos até
11 anos fui abusada pelo meu irmão quase que diariamente, sou filha adotiva, mas
fui saber desta verdade aos 15 anos. Foram muitos baques, preconceitos e brigas
presenciei com este dilema familiar. Hoje, sou uma pessoa muito triste, já pensei em suicídio mas o que me controla é que sou noiva tenho confiança no
meu parceiro mas não consigo ter libido, toda vez que tentamos algo dói muito.
Mesmo com tudo isto dei a volta por cima e sozinha durante a minha juventude
melhorei a minha auto-estima e obtive algumas conquistas pessoais. Quero saber
se existe algum remédio para este problema em geral?
R: Sim, existe. Abuso sexual na
infância pode provocar grandes problemas de personalidade, inclusive
Borderline. Mesmo que a mulher não chegue a esse extremo, ela pode sofrer
problemas de depressão, ansiedade, instabilidade emocional e (é muito comum)
também ter problemas sexuais. O mais indicado é você procurar um bom psicoterapeuta.
Talvez no decorrer da terapia ocorram fases de precisar de algum remédio, aí
ele vai pedir ajuda a um Psiquiatra clínico. Vc é nova, livre-se disso e viva
feliz !
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